Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

A minha mensagem de Natal / Feliz Natal!

A minha mensagem de Natal

Há muito tempo atrás um poeta decidiu escrever sua obra. Poetas são seres mágicos, suas palavras têm o poder de criar mundos. Basta que digam e as coisas acontecem, surgem do nada, ex nihilo, desejos que se transformam em coisas.

Esse poeta criou mundos assim, pela sua palavra. Bastava dizer e as coisas vinham à existência. Era característica dele o gosto pela criação, e sempre ao final de cada criação ele via que tudo aquilo era bom... e seguia adiante... criando coisas, até que decidiu encerrar a sua criação. Era hora de escrever a sua obra prima, sua grande ária da magnífica ópera que começava a existir.

Havia um cuidado especial para a criação de seu mais grandioso poema, não bastariam as palavras ao vento, Ele as queria escrever com as próprias mãos, seria diferente, ao invés de simples palavras, barro... e então a obra foi feita, imagem e semelhança dEle. O grande poeta então, ao ver sua obra ali, como ele queria, soprou sobre ela... e a poesia ganhou vida, ganhou palavras novas, ganhou o sopro do criador... inspiração... expiração... vento...

Mais tarde, ao contemplar sua magnífica obra percebeu um ar de tristeza na sua poesia, faltava-lhe algo, faltava-lhe rima, algo que o completasse inteiramente... havia um vazio em meio a algumas linhas e o poeta fez com que sua poesia dormisse, e sonhasse... nos sonhos os mundos também se criam...

Ao acordar de seu sono o poema se viu completo, as palavras agora se encaixavam perfeitamente, e havia sentimentos novos... desejo... amor... coisas que só um poeta entende, e sua poesia também. E assim conviviam bem, poeta e poesia, autor e obra, e da criação passou-se à nomeação das coisas, palavras novas, imaginação, imagem em ação, nomes, palavras, seres... vidas...

Até que um dia um cientista resolveu aparecer para complicar a história. Cientistas detestam poetas e odeiam poesias. Afinal, cientistas são conhecedores do bem e do mal... então o cientista resolveu oferecer ao poema a “grande chance” de deixar de ser poesia e tornar-se uma grande tese acadêmica, afinal a poesia é para os sonhadores, loucos, boêmios, amantes, mas as teses científicas é que dominam o “mercado” e nos dão garantia de sermos deuses, conhecedores de todo o bem e todo o mal.

A poesia cedeu sua beleza e encanto à praticidade do texto científico... houve um borrão no poema original, que perdeu sua essência... tornou-se um texto chato, cansativo, longo demais... textos desses que ninguém consegue entender, dizem até que num determinado momento tal era a confusão que a tese se dividiu em línguas diferentes, nem ela mesmo se entendia... babel... confusão...

Algo deveria ser feito para se reconquistar a poesia original... mas... o que ? Um poema como o original, algo tão belo que, ao morrer poesia (e toda poesia traz em si um pouco de morte) apagasse as manchas do primeiro poema e restaurasse a beleza que havia escondida sob os borrões das teses cientificas, sob o conhecimento do bem e do mal.

Os filósofos, amigos dos poetas, chamavam o criador de poemas de Verbo, verbo é a alma do poema, poemas sem verbos são chatos. Imagine um poema sem amar, sentir, chorar, sonhar, ver, ouvir, tocar, cheirar, sofrer...

Pois o verbo... se fez carne... o poeta se fez poesia, e mais...se fez criança. Crianças e poesias tem muito em comum... não se levam a sério demais. Brincam com a vida, brindam a vida. Como diria o poeta Rubem Alves: “O natal é um poema. Nele Deus se revela como criança (...) Prefiro o Deus criança. No colo de um Deus criança, eu posso dormir tranqüilo.”

Isto é natal!! Poesia, amor, canção... tudo embalado e regido por uma criança... deixai vir a mim os pequeninos porque dos tais é o reino da poesia. Deus é o poeta... nós somos o poema... Jesus é o poeta-poema feito criança... natal!!

Já quis muito ser teólogo... hoje não quero mais.... quero ser poeta. Um teólogo vê uma criança e trata de elaborar uma tese, talvez sobre a soteriologia infantil, pedobatismo, idade da razão, etc. O poeta vê uma criança e brinca, faz poesia, e a criança brinca com ele, vira poema! Viva a poesia! Que o natal seja o renascimento de poetas e poemas, de canções de amor, de sonhos, de jardins repletos de felicidade...

Que o poeta seja reverenciado, que o poema-criança seja amado, e que o poeta que se fez poesia seja lembrado como o criador dos versos mais maravilhosos que ele já fez, mudando de vez a história... mudando a nossa história...

Feliz Natal!!!

 

quem conseguir ler isto tudo, dou ja os parabens =D

que todos tenham um Feliz Natal e tudo de bom =)

beijinho's fofos ^^

sinto-me:

publicado por big smoke às 15:31
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12 comentários:
De Joαηα a 24 de Dezembro de 2008 às 15:53
Para ti, um feliz Natal, junto daqueles que mais amas e que te fazem, verdadeiramente, feliz.
Beijinho. :)


De Verα a 24 de Dezembro de 2008 às 16:13
Eu li tudo. :)
Feliz Natal.
Beijinho.


De menina sonhadora a 24 de Dezembro de 2008 às 17:22
Feliz natal


De André Ricardo a 25 de Dezembro de 2008 às 05:37
Usando como pano de fundo o símbolo. Uma árvore de Natal profusamente decorada.
Gostaria de deixar uma mensagem.No natal encontramos duas árvores. Uma exterior-nua e coberta de neve-e outra que fica no interior-repleta de decoração e de presentes para família. Pensando no significado, veremos a neve lá fora como dificuldades,mas unidos poderemos criar abundância e alegria interior,superando a fria desolação do mundo exterior.Porém para sua árvore ser decorada é preciso fé na renovação da vida.Pois tudo é ciclico.O homem apoiado no amor de Cristo tiver essa compreensão,ele pode alcançar um nivel ainda mais elevado,além da imaginação e da fé no futuro-além da celebração da árvore de natal, levando luz e amor aos atormentados e necessitados.Fora da Caridade não ha Salvação.Feliz Natal para todos


De Crazy Beauty a 25 de Dezembro de 2008 às 21:15
um feliz natal cheio de amor e alegria, e que o passes com as pessoas que mais amas ! Um próspero ano novo com muita felicidade também ! Beijinhos :)


De jabeiteslp a 25 de Dezembro de 2008 às 21:21

façâ-mos do fado rock`roll
e numa vela a luz
façâ-mos à saudade o sinal
como a Bíblia fez jesus

pois estas quatro linhas são
vozes que o silencio fez
momentos de inspiração
de repetir outra vez

é que de pequeno ser
um poema vai por si
num retoque por dizer
de bem falar por aqui

que`estas quatro linhas são
vozes que o silencio fez
momentos de inspiração

feliz dia de Natal


De anna. a 27 de Dezembro de 2008 às 16:31
visita e comenta o meu blog
Obrigada =´D


De anna. a 28 de Dezembro de 2008 às 16:44
desculpa a minha ignorância...x'D


De anna. a 28 de Dezembro de 2008 às 17:01
Há quanto tempo tens o blog?


De anna. a 28 de Dezembro de 2008 às 17:10
desde o dia 26..


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